Pitanga, gingá, morango de árvore

Eugenia uniflora

Por Clarissa Taguchi


Pitangas, pitangas e pitangas! Há uma variedade imensa delas :) Vermelhas, laranjas, amarelas, negras, roxas e até brancas! E sim, são todas da mesma espécie (com exceção de meia dúzia, entre amarelas, o pitangubá e brancas) e suas múltiplas variações.


Sua casca tem a característica de ser extremamente frágil, e por isso a dificuldade de comercializá-las. De sabor azedinho, doce e extremamente perfumada. Possui sementes duras e esbranquiçadas, como um caroço. Quase não possui polpa.


As pitangas fazem parte da infância de muitas gerações, um pé de pitanga já foi tão comum quanto um pé de jabuticaba no quintal. Lembro que quando criança eu fazia a festa, quer dizer, acho que até hoje faço a festa e brigo com os passarinhos pelas frutinhas mais doces...


Por suas características não comerciais, pitangas, provavelmente, deverão ser consideradas PANC por muito, muito tempo. Apesar de todo o seu potencial na culinária, de doces e geleias, a licores e sucos. É realmente uma pena!


E é fácil de plantar?


Sim, ela é bem resistente. Nativa da Mata Atlântica, pode ser cultivada em todo o país. Costuma frutificar mais de uma vez ao ano, basta o clima não desregular muito. Seu plantio se dá por sementes ou estaquias, e também aceita enxerto para que frutifique mais rápido.


A pitanga também aceita muito bem o processo de cruzamento, havendo pitangas híbridas inclusive. Possui flores brancas bem pequenas, perfumadas também. E na verdade, toda a árvore é perfumada, fazendo de suas folhas um bom chá ou água saborizada.


Fotos: Clarissa Taguchi ou Diego Prospe.

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